Quando o Espírito Santo encontra Maria Santíssima numa alma, sente-se atraído a Ela irresistivelmente e nela faz sua morada. Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.
Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade, em que Deus está mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem excetuar seu trono sobre os serafins e querubins. As grandezas e as excelências de Maria Santíssima, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória.
Deus quer servir-se de Maria Santíssima na santificação das almas. A devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular.
Somente Maria achou graça diante de Deus, tanto para si como para cada homem em particular. Os Patriarcas e os Profetas, todos os Santos da antiga lei não puderam encontrar essa graça. Porque somente Maria é Mãe da graça. Por isso que Maria foi quem deu à luz ao Autor de toda graça, é que a chamamos Mãe da graça, ‘Mater gratiae’.
Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo e é também por Ela que deve reinar no mundo.
Um só suspiro de Nossa Senhora tem mais poder do que as orações de todos os anjos, santos e homens juntos.
“Onde está Maria, não entra o espírito maligno”; e um dos sinais mais infalíveis de que se está sendo conduzido pelo bom espírito é a circunstância de ser muito devoto de Maria, de pensar n’Ela muitas vezes e de falar-lhe frequentemente.
A devoção do Santo Rosário cotidiano defronta-se com tantos e tais inimigos, que julgo uma das mais assinaladas mercês de Deus perseverar na mesma até a morte.
Por São Luís Maria Grignion de Monfort

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