Beatificação de Guadalupe Ortiz de Landázuri

Neste sábado, 18 de maio, às 6:00 horário de Brasília (11:00 da manhã horário de Madri) será transmitido ao vivo a cerimônia de beatificação de Guadalupe Ortiz de Lanzáduri, professora de química e primeira mulher leiga fiel do Opus Dei a ser beatificada.

A transmissão ao vivo poderá ser acompanhada no link abaixo:

https://www.opusdei.org/pt-br/live/

É possível fazer acessar a Novena de Guadalupe Ortiz de Lanzáduri clicando aqui.

Abaixo a oração para devoção privada a Guadalupe Ortiz de Landázuri:

Deus Pai, fazei que, por intercessão da vossa serva Guadalupe e seguindo o seu exemplo, eu saiba realizar o trabalho cotidiano com amor, e contagiar a minha fé e alegria a todas as pessoas que me rodeiam, para que muitos mais vos conheçam e vos amem. Dignai-vos glorificar a vossa serva Guadalupe e concedei-me por sua intercessão o favor que vos peço… Amém.

Pai-nosso

Ave-Maria

Glória

Breve biografia de Guadalupe Ortiz de Landázuri

Guadalupe Ortiz de Landázuri nasceu em Madri, Espanha, no dia 12 de dezembro de 1916. Educada pelos seus pais na fé católica, Guadalupe era a quarta filha e única menina do casal Manuel Ortiz de Landázuri e Eulogia Fernández-Heredia.

Com 10 anos, mudou-se com a família para Tetuán, no norte da África, por causa do trabalho do pai, que era militar, e em 1932 voltaram para Madri, onde terminou o ensino médio no Instituto Miguel de Cervantes, e em seguida matriculou-se no curso de Ciências Químicas na Universidade Central, no ano de 1933, sendo uma das 5 mulheres de uma turma de 70 alunos. Mais tarde, iniciou o doutorado, pois queria dedicar-se à docência universitária.

Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), seu pai foi preso e condenado à morte. Guadalupe tinha 20 anos, e junto ao seu irmão Eduardo e sua a mãe pôde despedir-se horas antes do fuzilamento e dar-lhe serenidade nesses momentos. Perdoou do fundo do coração aos que tinham decidido a condenação do pai.

Voltaram a Madri em 1939. Guadalupe começou a dar aulas no colégio da Bem-aventurada Virgem Maria e no Liceu Francês. Um domingo de 1944, ao assistir à missa sentiu-se tocada pela graça de Deus. Em 25 de janeiro foi a um encontro no primeiro centro de mulheres do Opus Dei. Guadalupe recordava esse encontro como a sua descoberta da chamada de Jesus Cristo a amá-lo sobre todas as coisas através do trabalho profissional e da vida diária. Depois de considerar o assunto na oração e de fazer um retiro espiritual, em 19 de março decidiu responder que sim ao Senhor. Guadalupe tinha 27 anos. Guadalupe tinha um grande coração e um carácter decidido. O seu otimismo cristão e o seu sorriso habitual atraíam as pessoas.

Durante o ano letivo 1947-1948 foi a diretora da residência universitária Zurbarán. Conectava facilmente com as universitárias, que respondiam com confiança à paciência e ao carinho que lhes demonstrava e ao sentido de humor com que as ajudava na sua vida acadêmica e pessoal.

No dia 5 de março de 1950 foi para o México levar a mensagem do Opus Dei a pedido de São Josemaria. Destacava-se a sua preocupação pelos pobres e idosos. Entre outras iniciativas, junto a uma amiga, passavam de casa em casa nos bairros mais necessitados, atendendo às pessoas que moravam ali e facilitando-lhes os medicamentos gratuitamente; também foi a responsável por impulsionar a formação cultural e profissional de camponesas, que viviam em zonas isoladas do país e que muitas vezes não contavam com a instrução básica.

Mudou-se para Roma em 1956, para colaborar mais diretamente, junto a São Josemaria, no governo do Opus Dei. Nesse ano surgiram os primeiros sintomas de uma doença cardíaca e teve que ser operada em Madri. Apesar da boa recuperação, a sua cardiopatia tornou-se mais grave e precisou regressar definitivamente à Espanha.

Na Espanha retomou a atividade acadêmica e começou uma pesquisa sobre refratários isolantes e o valor das cinzas da casca de arroz para os mesmos. Este trabalho ganhou o prêmio Juan de la Cierva e defendeu a tese de doutorado no dia 8 de julho de 1965.

Apesar da sua doença cardíaca, Guadalupe não se queixava e procurava que não se notasse o cansaço que tinha ao caminhar, subir escadas, etc. Esforçava-se por escutar com interesse os outros e queria passar despercebida, procurando centrar a conversa nas outras pessoas.

Em 1975, os médicos decidiram operá-la e deixou a sua casa em Madri para ingressar na Clínica Universitária de Navarra. No dia 1 de julho foi operada. Embora o resultado da operação tenha sido satisfatório, quando estava se recuperando sofreu uma repentina insuficiência respiratória. Morreu no dia 16 de julho de 1975, festa de Nossa Senhora do Carmo. Em 5 de outubro de 2018, seus restos mortais foram transferidos de Pamplona para o Real Oratório de Caballero de Gracia, em Madri.

Fonte: https://opusdei.org/pt-br/section/guadalupe-ortiz-de-landazuri/

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