São João Maria Vianney – “Eu vi Deus num homem”
Em fevereiro de 1818, um jovem Padre andava pela estrada a caminho de um vilarejo para o qual fora enviado em missão. Encontrando-se perdido, seja por desconhecer a região, seja pela neblina, que, em razão dos muitos lagos que ali existiam, era muito intensa, aproximou-se de um pequeno pastor que por ali passava com seu rebanho e perguntou-lhe o caminho de Ars. O pastorzinho prontamente respondeu à pergunta do clérigo, o que fez com que o Sacerdote lhe dissesse, apontando para o alto, as seguintes palavras: “Você me mostrou o caminho de Ars e eu lhe mostrarei o caminho do Céu.”. O nome deste Padre era Jean Marie Baptiste Vianney, o Cura d’Ars.
Jean Marie Vianney nasceu em Dardilly, ao norte de Lyon, na França, no dia 08/05/1786, sendo batizado no mesmo dia, conforme o costume de então. Foi o quarto filho de uma família de agricultores composta por seis crianças. Seus pais eram Marie Béluz e Mathias Vianney. Foram estes os primeiros responsáveis por ensinar ao futuro Cura d’Ars a Fé e a Religião Católica.
Dois meses depois de Jean Marie completar três anos de idade, no dia 14/07/1789, há mais de 400 km dali, em Paris, o povo francês assistia atônito à Queda da Bastilha, evento que marcou o início de uma terrível insurreição popular orquestrada por forças contrárias à Igreja Católica e à Coroa Francesa. Esta insurreição ficou conhecida como Revolução Francesa e, em razão dela, por mais de 10 anos a Religião foi severamente perseguida em território francês.
Tal perseguição culminou no fechamento das igrejas e na proibição dos Sacramentos. Com isso, os Sacerdotes, tidos pelo governo como “rebeldes”, começaram a celebrar a Eucaristia secretamente, nas casas das famílias. Muitos eram os fiéis que, arriscando a própria vida, participavam dessas missas. Dentre eles sempre se encontravam os membros da Família Vianney. O fato de seus pais se arriscarem tanto para estarem na presença do Senhor gradualmente fez com que Jean Marie compreendesse que ali se encontrava Alguém por quem se valia a pena morrer, Jesus de Nazaré.
A paz para a Igreja somente foi alcançada em 1801, com a assinatura da Concordata entre o Imperador Bonaparte e o Papa Pio VII. Nesta ocasião, Jean Marie já contava com 15 anos de idade. Sua primeira confissão fora realizada em 1797 e recebera a Eucaristia pela primeira vez em 1800. Como nesta época a Religião ainda era perseguida, ambos os sacramentos foram recebidos nas residências familiares que acolhiam os Sacerdotes.
Apesar disso, a graça de Deus era derramada com abundância sobre esta criança, de maneira que não raro era encontrado rezando no curral diante de uma pequena imagem de Nossa Senhora que sua mãe lhe havia dado e que sempre trazia no bolso do paletó. O pequeno Jean Marie também gostava muito do trabalho que seus pais lhe confiavam, o pastoreio das ovelhas, pois, neste ofício, podia se dedicar longas horas à oração, especialmente do Rosário, e a falar de Jesus para seus amigos pastores.
Em certa ocasião, o futuro Cura d’Ars teria dito à sua irmã: “Se eu fosse Padre, gostaria de ganhar muitas almas para o bom Deus.”. Com essa trajetória, não é de se surpreender que, aos 17 anos, Jean Marie havia encerrado o discernimento da sua vocação ao sacerdócio e comunicado aos seus pais o seu desejo. Para Marie Béluz, ouvir esse desejo de seu filho foi uma grande notícia, entretanto, em um primeiro momento, seu pai, Mathias Vianney, se opôs, pois eles eram camponeses e precisavam da ajuda do filho no trabalho da família. Jean Marie, como bom filho que era, obedeceu a seu pai, mas guardou a esperança de que um dia mudaria de ideia, como de fato aconteceu.
Dessa maneira, tão logo seu pai concordou com a vocação ao sacerdócio, Jean Marie se mudou para a casa paroquial, onde recebia aulas do Padre Balley, pároco de Écully. Para o futuro Cura d’Ars, os tempos de estudo foram muito difíceis, pois ele nunca havia frequentado a escola, não falava bem o francês (por causa do dialeto que era falado na sua região) e tinha uma péssima memória. Entretanto, em razão da sua generosidade, o Pároco confiava na vocação do piedoso seminarista e empregou todos os meios possíveis para que conseguisse aprender as lições.
Apesar dos esforços do Padre Balley, Jean Marie chegou a desistir dos estudos por causa das dificuldades que enfrentava, o que o levou a fazer uma peregrinação de quase 100 km até Lalouvesc para rezar no túmulo de São Francisco Régis, em busca de discernimento e de auxílio espiritual. No caminho, o futuro Cura d’Ars ia ensinando o Evangelho aos camponeses que ali moravam e o zelo por aquelas almas o motivou a retomar os estudos.
Durante os estudos para o Sacerdócio, Jean Marie recebeu o Crisma das mãos do Cardeal Feish. O ano era 1807. Naquela ocasião, o jovem seminarista, em razão de sua devoção a São João Batista, adotou o nome de seu santo protetor, passando a se chamar Jean Maria Baptiste Vianney.
Em 1809, com o agravamento da Guerra Peninsular, travada entre as Monarquias Ibéricas e o Império Francês, apesar da dispensa obtida em favor dos clérigos e dos seminaristas, por um erro administrativo, Jean Marie fora convocado a servir. Tendo se perdido do seu regimento, o jovem seminarista fora tido por desertor, o que o obrigou a se refugiar por um ano em uma aldeia a 100 km a oeste de Lyon chamada Les Noes. O futuro Cura d’Ars somente pôde retornar ao lar com o alistamento de seu irmão mais novo, entretanto, antes de chegar em casa, sua mãe veio a falecer e, como seu irmão não retornara da guerra, seu pai o culpava pela situação da família.
Apesar disso, Jean Marie retomou os estudos e, em pouco tempo, mudou-se para o Seminário de Lyon, entretanto, como as aulas eram ministradas em latim, em 40 dias o jovem seminarista fora dispensado com o critério “debilissimus”, que significa “muito fraco [em relação aos estudos]”. Mesmo assim, o Padre Balley, convencido de que Jean Marie era chamado por Deus, não desistiu daquela vocação e passou a ministrar, de maneira particular, aulas de Teologia em francês, permitindo que o jovem seminarista fosse ordenado em 30/08/1815, com 29 anos de idade.
Recém ordenado, o neossacerdote fora designado para auxiliar seu mentor enquanto vigário. Esta missão Padre Jean Marie desempenhou por dois anos, até a morte do Padre Balley, no ano de 1817. Com o falecimento do velho Pároco, o Vigário fora enviado em missão à empobrecida região de Dombes, terra dos mil lagos situada ao norte de Lyon. O futuro Cura d’Ars parte em fevereiro de 1818, mês no qual se passa o famoso episódio descrito no início deste breve relato.
Naquele momento, Ars era um pobre vilarejo agrícola composto por 230 habitantes que não amavam mais a Deus e que negligenciavam a prática religiosa. Mesmo assim, tão logo o futuro Cura adentrou a igreja local, que havia sido incendida nos tempos da Revolução, teve certeza de que aquela capela não tinha tamanho suficiente para receber todos aqueles que um dia ali se reuniriam para rezar
A casa paroquial era uma das melhores residências de Ars, mas, buscando viver a pobreza evangélica, o Padre Jean Marie devolveu toda a mobília excedente à Mademoiselle de Garets, benfeitora da Paróquia. O objetivo do Cura era viver uma vida de ascese, dormindo em tábuas, não se aquecendo no inverno e comendo o mínimo necessário. Com isso, o jovem Sacerdote pretendia se mortificar e se abnegar em favor da conversão de seus fiéis.
Além da penitência, o Padre Jean Marie se dedicava a uma vida de oração intensa, passando horas seguidas ajoelhado diante do Santíssimo Sacramento ou recitando o Santo Rosário por onde quer que passasse. Conta-se que o Cura passava tanto tempo próximo ao Sacrário que alguns fiéis desconfiavam que ele havia encontrado um tesouro escondido. Esses fiéis não estavam errados, apenas não compreendiam ainda a dimensão daquele tesouro, que era o próprio Deus escondido na forma de pão (latens Deitas).
Com o tempo, o Cura passou a ser conhecido por seus fiéis, a quem visitava com frequência, especialmente quando se encontravam doentes. Conforme foram se familiarizando, o Padre Jean Marie passou a convidá-los para recitar o Rosário no jardim da casa paroquial, permitindo que a devoção a Nossa Senhora ressurgisse no coração daquelas almas.
O jovem Sacerdote também tinha uma grande preocupação com as crianças, pois queria evitar que elas padecessem da mesma ignorância da qual ele, por falta de instrução, padeceu. Dessa maneira, passou a se dedicar, além de outros ofícios, ao ensino dos mais novos, especialmente ao ensino do Evangelho e da vida dos Santos. Os adultos, também pouco instruídos, ficaram instigados pelas lições do Padre Jean Marie e logo passaram a acompanhar seus filhos no retorno à igreja.
Entretanto, com a chegada da primavera ao final do mês de março de 1818, as famílias novamente se afastaram da igreja e voltaram a se dedicar à agricultura, inclusive aos Domingos, violando o preceito sagrado. Entristecido por tal conduta, o Padre Jean Marie passou a exortar trabalhadores e patrões a santificar o Domingo e os dias Santos:
Engana-se nos seus cálculos aquele que cansa no domingo, com a ideia de que vai ganhar mais dinheiro ou trabalhar mais! Dois ou três francos compensam o mal que faz a si próprio violando a lei de Deus? Estais convencidos de que tudo depende do vosso trabalho; e eis que surge uma doença, um acidente, pouca coisa: uma tempestade, uma geada…
Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas por aquele que dura para a vida eterna. Que ganhais em trabalhar ao domingo? Deixareis a Terra como está quando partirdes: nada levareis convosco. A nossa primeira finalidade é chegar a Deus; é só para isso que estamos neste mundo.
Meus irmãos, temos de morrer ao domingo para ressuscitar à segunda-feira. O domingo pertence a Deus: é o seu dia, o Dia do Senhor. Ele fez todos os dias da semana, e podia ficar com todos. Mas deu-nos seis, e só reservou para Si o sétimo!
Aliado à profanação do Domingo, em Ars se via dois outros grandes problemas, os bares e os bailes. Nos bares proliferava o alcoolismo, causa de grande miséria moral e material, e nos bailes se multiplicava a libertinagem, culminando, muitas vezes, na desonra de jovens moças da região. Tão logo Padre Jean Marie tomou ciência destes problemas, passou igualmente a denunciá-los em seus sermões:
Continuem assim, filhos deste mundo! Continuem nessa rotina; vocês vão ver um dia aquilo que jamais desejariam ver! Eu sei que vocês gostariam de repartir os seus corações em dois! Mas não é possível, meus amigos: ou é tudo para Deus ou é tudo para o mundo. Vocês querem receber com frequência os Sacramentos? Muito bem, pois então, abram mão das danças, dos cabarés e das diversões pecaminosas! Hoje vocês possuem a graça em grau suficiente para virem até aqui, apresentarem-se voluntariamente no Tribunal da Penitência, ajoelhar-se diante da Mesa Sagrada e partilhar do Pão dos Anjos. Daqui a três ou quatro semanas, talvez até menos, vocês já serão vistos a passar as noites ao lado dos bêbados, e o que é pior, entregando-se aos mais horríveis atos de impureza! Pois continuem assim, filhos deste mundo! Logo, logo estarão no Inferno! Lá eles vos ensinarão tudo que deveriam ter feito para conseguir o Céu, que vocês acabaram por perder inteiramente por sua própria culpa!
Além disso, o Padre Jean Marie, não desejando se restringir à denúncia dos exageros vivenciados nos bares e nos bailes, também buscou organizar alegres festas religiosas nas quais os fiéis podiam se divertir de maneira honesta e, ao mesmo tempo, honrar a Deus, mantendo-se fiéis às promessas batismais.
O centro da vida do Cura d’Ars era a Eucaristia. Ele se dedicava com tamanha piedade à celebração da Missa que, por vezes, passava longos minutos com o Santíssimo em suas mãos, esquecendo-se, por alguns momentos, do povo ao seu redor e da própria liturgia. À época, a comunhão era pouco frequente em toda a Igreja, sendo realizada apenas em grandes festas e solenidades, mas o Padre Jean Marie lutou para que ela fosse recebida todos os Domingos em sua Paróquia, não porque os fiéis fossem dignos de recebê-la, mas porque dela precisavam para se santificarem.
Como a beleza é uma expressão da verdade de Deus, o Cura d’Ars também trabalhou pela reforma da igreja e dos objetos litúrgicos, de modo que eles fossem os mais belos e os mais dignos, tendo em vista a missão para o qual se destinavam, que era o culto de Deus. Inicialmente, os grandes benfeitores da Paróquia eram o Barão de Ars e sua irmã, Mademoiselle de Garets, mas, com o tempo, todo o povo adquiriu consciência da importância de colaborar, conforme as suas capacidades, para a manutenção da igreja.
Conforme o próprio Pároco havia percebido ao chegar ao vilarejo em 1818, a velha igreja de Ars não seria suficiente para receber todos os fiéis que nela se reuniriam para rezar. Dessa maneira, assim que as famílias começaram a retornar à igreja, o espaço tornou-se pequeno e o Padre Jean Marie passou a trabalhar em prol da nova edificação. Na nova igreja de Ars, foram erguidos diversos altares para os serviços litúrgicos que ali se realizariam. O altar principal foi dedicado à Imaculada Conceição, cujo dogma estava prestes a ser proclamado. Na imagem de Nossa Senhora, o Cura ordenou que fosse colocado um coração dourado no qual se encontrava escrito o nome de todas as famílias de Ars, um ato simbólico da consagração daquelas pessoas à Mãe de Deus. Também foi colocada uma imagem de Nossa Senhora à porta da igreja, bem no alto, de modo a lembrar aos fiéis que a Virgem Maria é a Porta do Céu. Além do altar mariano, foram erigidos, lateralmente, um altar a São João Batista e um altar a Santa Filomena, santos de devoção do Padre Jean Marie. Também foi erigido um altar de Nosso Senhor no momento de sua apresentação por Pilatos ao povo hebreu (“ecce Homo”). Neste altar, os fiéis ali se encontravam para meditar o amor de Jesus Cristo e buscar a contrição de seus pecados. Por fim, foi erigido um altar aos Santos Anjos, para que os fiéis nunca se esquecessem do mundo invisível da criação, composto pelos mensageiros de Deus, que lutam em nosso favor pela nossa salvação.
Dando continuidade aos seus trabalhos de educação das crianças, conforme os recursos da Paróquia cresciam, o Padre Jean Marie pôde criar, logo em 1824, uma escola voltada aos órfãos da região: a “Maison de Providence”. Esta escola chegou a abrigar até 60 crianças, mantidas pela Providência de Deus, que se vale da generosidade dos fiéis e, na sua falta, dos impressionantes milagres. Acerca destes últimos, conta-se que, em 1830, com o advento de uma nova Revolução, as estradas ficaram perigosas e o Cura d’Ars não podia ir a Lyon em busca de farinha de trigo para as crianças. Dessa maneira, o Sacerdote se recomendou a São Francisco de Regis, que já intercedera em seu favor quando seminarista, e o pedido foi atendido: o reservatório de grãos milagrosamente se encheu. Apesar disso, em 1847, a pedido do Bispo de Lyon, o Padre Jean Marie teve de entregar a direção da Providence a religiosas, o que, mesmo contrariado, obedeceu prontamente, dando mais um sinal de sua santa obediência aos legítimos superiores.
O Cura também se dedicava com afinco ao ofício de confessor e de pregador, o que fez com que sua fama crescesse, trazendo a inveja de maus sacerdotes, que o caluniavam, e o ódio do demônio, que lhe atormentava, mas sua fé não esmorecia, pois estas perseguições lhe comprovavam que algo bom estava sendo feito em Ars. Naquele vilarejo, penitentes chegavam a esperar até quatro dias para falar por alguns minutos com o Padre Jean Marie, que, por sua vez, se levantava de madrugada para atendê-los. Nos períodos de grande afluxo de fiéis e peregrinos, a confissão das mulheres iniciava-se à uma da manhã e se estendia até as sete, na capela de São João Batista. Às sete horas era rezada a Santa Missa e, logo em seguida, na Sacristia, iniciava-se a confissão dos homens, estendendo-se até as onze da manhã. No período da tarde, o Cura ministrava aulas de catecismo e, à noite, retornava ao confessionário para atender àqueles que não puderam se confessar na parte da manhã.
Apesar de sua generosidade, o Padre Jean Marie, por causa da grande consciência de tinha da própria condição de pecador, sentia-se incapaz de realizar bem sua missão. Por causa desses pensamentos, por três vezes tentou abandonar a paróquia e se recolher em um mosteiro, mas por três vezes foi impedido pelos paroquianos e peregrinos. Na última tentativa, em 1853, todos os fiéis se reuniram para suplicar que o Cura ficasse, afirmando que, sem ele, corriam grande risco de se condenar. Comovido por tal súplica, o Padre Jean Marie recordou-se do seu desejo de criança: “Se eu fosse Padre, gostaria de ganhar muitas almas para o bom Deus.”, arrependeu-se de seu intento e encontrou forças junto ao Santíssimo Sacramento para perseverar, nunca mais ousando abandonar a paróquia de Ars e os seus fiéis.
Ao final de sua jornada, Ars se consolidara enquanto um centro de peregrinação para o qual se dirigiam inúmeros peregrinos em busca da Confissão, da Eucaristia e dos Sermões do Padre Jean Marie. Nessa época, cerca de 80 mil pessoas peregrinavam ao antigo vilarejo todos os anos e o Cura passava até 16h por dia no confessionário. Uma vida tão intensa fez com que, em julho de 1859, o velho Sacerdote caísse de cama, com febre. O povo ficou junto a seu leito, rezando, e o próprio Bispo veio para lhe administrar os últimos Sacramentos. Em 04/08/1859, às 02h00, Jean Marie Baptiste Vianney faleceu em paz, tendo seu corpo sido sepultado, depois de longo velório, na igreja na qual dedicou todo o seu ministério.
Depois da sua morte, em 1862, foi construída uma grande igreja, idealizada pelo Cura d’Ars para receber o volume ainda mais numeroso de fiéis que se dirigiam a Ars todos os dias. O próprio arquiteto da obra, Pierre Marie Boussant, foi uma das muitas almas que se converteram graças ao seu ministério.
Em 1905, com a exumação do corpo do Padre Jean Marie, por ocasião do processo de canonização, se descobriu que estava incorrupto, motivo pelo qual foi colocado em um relicário à vista dos devotos. A canonização se deu em 1925, no Santuário de Ars, que, em 05/10/1986, recebeu o Papa João Paulo II, em comemoração pelo aniversário de 200 anos do nascimento de São João Maria Batista Vianney, o Cura d’Ars, aquele sobre quem uma alma convertida, quando perguntada acerca do que viu em sua peregrinação até Ars, respondeu: “Eu vi Deus num homem.”.
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